Palavra do dia 29 de junho de 2026
Tu, Senhor, manténs acesa a minha lâmpada; o meu Deus transforma em luz as minhas trevas. Salmo 18:28.
Às vezes parece que vamos implodir. São tantas lutas que nos sentimos pequenos demais. Tentamos respirar, mas o Céu parece que se fecha; não encontramos uma saída, tudo fica travado. A sensação de impotência invade nosso ser.
A alma fica abatida, e nos sentimos menores que nada. Um turbilhão ocorre em nosso íntimo: é a vontade de ir sem ter para onde; de realizar sem ter como; de mudar sem saber por onde começar.
Os pensamentos gladiam-se entre si; a alma geme, o falar emudece. O coração desacelera, somos comprimidos por dentro. Perdemos as forças, o nosso semblante se abate e a nossa esperança míngua.
Quando não se vê o que fazer, o melhor a fazer é usar a fé. Ela ajuda a encontrar o eixo da vida. Sem fé, acaba-se qualquer respingo de confiança.
"Quando terminam todos os meus recursos, eu me abandono em Deus. Deixo minha alma extravasar, converto-me em lágrimas. Falo-Lhe das minhas dores, das angústias e da tristeza que me consome. Aos poucos sinto o Seu alívio; vejo o filete de Sua luz sobre mim."
Mesmo doendo, com a sensação de se estar carregando toneladas sobre o peito, é preciso seguir em frente. Ou você busca se acalmar, ou morrerá por dentro.
Deus é a última porta quando nada mais funciona. O último degrau para a fuga, o prumo que anula as outras forças, a válvula para não perecer.
Então, é melhor buscá-Lo. N'Ele há acolhimento, leveza e força para seguir.
É Deus que nos reconstrói e que firma a nossa base no meio da tempestade que persiste diante de nós.
Através d'Ele é que adquirimos a capacidade de enfrentar desafios com resiliência, sem sucumbir no medo, no infortúnio ou na desesperança. O caos é apenas o cenário onde a força se recusa a desistir.
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Pra. Elza Amorim


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