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quarta-feira, 13 de maio de 2026

A distância para o real encontro com Deus é a rendição.

A distância para o real encontro com Deus é a rendição.

Palavra do dia 13 de maio de 2026.


Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?" (Salmo 139:7


Não importa a distância que você acha que está de Deus; em qualquer lugar Ele te encontra, Ele te vê e sabe onde você está.

Se com sinceridade você O chamar, Ele te escuta, estende a Sua mão e te tira de quaisquer profundezas.

Dois exemplos claros de que Deus só quer ouvir a sinceridade do nosso coração:

Jonas: tentou fugir do seu chamado e foi engolido pelo inesperado.

Pedro: deixou de olhar para Jesus para olhar para as circunstâncias e sucumbiu em meio ao seu desafio.

Não importa o perigo que nos rodeie; não é o lugar que faz a diferença; é quem chamamos para nos socorrer. 

Se esperarmos em homens, que são tão frágeis quanto nós, morreremos ali mesmo!

Mas, se chamarmos por Aquele que tem todo o poder nos Céus e na Terra, o socorro é imediato. Nenhum abismo, por mais profundo que seja, impede o agir de Deus. Tudo depende de crermos.

A conexão com Deus não fica rompida com os nossos defeitos; fica apenas emudecida. Mas o silêncio não é ausência de Deus: é apenas o ruído da nossa própria falta de sintonia. Não procurá-Lo é o que cria a ilusão de distância.

No momento em que nos dispomos a mergulhar em nós mesmos com sinceridade, tropeçamos em Deus, porque Ele já habita as nossas fundações. A nossa respiração são fagulhas do Seu resfolgar. Estamos n'Ele e Ele em nós. 

Quando entendemos isto, o medo do silêncio é transformado em reverência, pois Ele está ali, mesmo sem O vermos. Logo, o silêncio deixa de ser um vazio e passa a ser o lugar onde a sintonia é ajustada. A busca se intensifica e acontece o real encontro: o grande dentro do minúsculo — um feito extraordinário.

Deixemos, então, de olhar para o Céu como se Deus estivesse longe e comecemos a olhar para dentro de nós, onde o encontro acontece de verdade; onde o vaso se permite ser quebrado e remodelado pelo oleiro. 

Tanto Jonas quanto Pedro não clamaram de um altar bonito, mas do ventre do abismo, das entranhas do inferno, abraçados pelo medo e submergidos em terríveis aflições.

É em meio à escuridão e ao silêncio absoluto que a fé sobressai e a alma se rasga em verdadeira rendição a Deus:

Jonas: mesmo no fundo do oceano, nas entranhas de um peixe, a voz dele atravessou tudo e chegou aos ouvidos de Deus. Houve o arremesso, como um saltar das trevas para a luz.

Pedro: em forte tempestade e escuridão, sendo engolido pelo medo, sucumbindo ao abismo e despedaçado por dentro ao perceber que não era tão capaz quanto pensava ser. Houve a emersão — a mão Divina lhe foi estendida, pondo-o a salvo.

Conclusão: quando chegamos ao nosso limite, Deus se torna a nossa única realidade. Ou a fé nos dá asas ou o medo nos engole.

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Pra. Elza Amorim