O Reboliço da Fé e o Alaúde do Céu
Palavra do dia 05 de agosto de 2026.
Eis que faço uma coisa nova, agora sairá à luz; porventura não a sabeis? Eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo. Isaías 43:19
Enfraquecida fica a minha alma diante dos confrontos do dia a dia, mas, assim como a árvore que foi podada nas suas raízes e ao cheiro das águas volta a reviver, eu sei que o inesperável vai me acontecer.
Um manancial irá surgir nesta minha sequidão, as minhas flores irão desabrochar até fora da estação. As pedras serão removidas da minha estrada e o meu nome será ressoado pelo clarinete do Céu.
Nada é em vão; em tudo há o sábio trabalhar de Deus e a Sua lapidação a quem a Ele se submete.
Apesar dos densos conflitos, haverá restauração muito antes do que eu possa imaginar, e o insólito far-se-á na minha vida.
Não há outro que possa se assemelhar a Deus. Ele até deixa entrar na prova, mas Ele segue junto e, no momento certo, aprova e faz uma revolução tão grande que surpreende até os seres angelicais.
O que parecia que não iria mais acontecer acontece, e há uma explosão de júbilo. E o tempo pesaroso e do choro nada é diante da alegria estonteante que arrebenta da alma, pois o indubitável se fez.
Por isso, vale a pena atar-se à pura fé e, se imprescindível for, atravessar pelos vales espinhosos, suportar os calafrios das noites escuras e frias, aguentar o cansaço da escalada íngreme, não parar diante da fatídica atmosfera do deserto, resistir ao peso do fardo e tolerar a solidão e o desprezo de muitos.
Quando o despojo é valioso, compensável é enfrentar os desafios. Quando o confiável é Deus, chegar ao êxito é questão de tempo.
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Pra. Elza Amorim

