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quinta-feira, 23 de abril de 2026

O vazio humano é a ausência do Divino

O vazio humano é a ausência do Divino.

Palavra do dia 23 de abril de 2026.


Porque ele sacia a alma sedenta e farta de bens a alma faminta. Salmo 107:9


O que fazer quando as noites frias ficam ainda mais frias e falta o cobertor adequado para se proteger? 

O que fazer quando os dias estão sombrios e se alongam demais, dando ênfase à agonia dentro do peito, e o tempo parece que não vai mais passar?

O que fazer quando, de repente, aquilo que amamos é tirado de nós e temos que continuar seguindo em frente? 

O que fazer quando a frustração domina, a esperança é sufocada e o grito preso na garganta é abafado, empurrado a não se desprender? 

O que fazer quando se quer ir em frente, mas tudo parece nos empurrar para trás; quando não se acha uma saída, um lugar para segurar-se e subir?

O que fazer quando a alma está dilacerada e os olhos são como uma fonte reprimida? O que fazer quando é preciso juntar os cacos de si e seguir, mas as forças se foram? 

O que fazer quando puxam o tapete debaixo dos nossos pés e caímos, descobrindo que fomos enganados, que abusaram da nossa boa vontade e usaram de má-fé para conosco? 

O que fazer quando nada dá certo e, por mais esforços que empenhamos, a dificuldade só aumenta? Olhamos para os lados e nos sentimos esquecidos, abandonados. Nenhuma mão nos é estendida para ajudar. O que fazer?

Talvez você esteja passando por algo similar e sente sua vida desmoronar. Mas eu tenho uma coisa para te dizer: por mais constrangedora que esteja a sua situação, há saída para você. 

O Salmista Davi, em um momento de desespero, de frustração e de terrível perseguição, disse: 'Elevo os meus olhos para os montes e de onde me virá o socorro?'

Apesar de ele estar vendo aquela vastidão à sua frente — infinitas possibilidades de saída, altos picos onde poderia refugiar-se, horizontes onde nunca mais seria achado.

No olhar humano ele tinha como escapar, sim! Porém, a luta maior dele não eram as batalhas externas, mas as de dentro dele. Ele primeiro precisava encontrar-se em Deus, ter a resposta em si, harmonizar os pensamentos e sentir o alívio na alma para, depois, lidar com a erosão à sua volta.

Tantas vezes o óbvio está diante de nós e não conseguimos enxergar. A resposta é nítida, mas não a ouvimos por não estarmos bem no nosso íntimo. Até o muito simples torna-se complicado; uma só palavra vira um penhasco pronto para nos puxar para baixo. 

Quem sabe por isso o Salmista concluiu: 'O meu socorro, a resposta que eu preciso, a ajuda oportuna, vem do meu Criador.' Daquele que o fez com Suas próprias mãos. Que soprou nas suas narinas o Seu fôlego e deu-lhe da Sua vida.

Acredito que naquele instante ele se confrontou - entre o que ele via e o que ele acreditava. O socorro, a saída que eu preciso, está Nele. Se Ele me deu a vida, quem vai poder tirá-la sem o Seu consentimento?

Se Ele colocou em mim a Sua porção, quem vai poder me destruir? Nem mesmo estes montes caindo sobre mim me farão falecer! Porque o meu Deus sustenta os montes. Governa o Universo, controla a vida. Tudo Lhe apraz. Tudo Ele pode. Tudo Ele faz e refaz.

O que eu preciso é do toque d'Ele em mim. Se Ele preencher a lacuna que eu sinto neste momento, serei, de fato, saciado. Se Ele tocar-me, serei sustentado e ninguém vai me derrubar.

A minha saída está Nele; é Ele o essencial para minha vida, o tudo que eu preciso. A minha força, esperança, socorro, abrigo, justiça e juízo. O meu Deus.

E você, continua procurando o socorro no externo, no aparente, ou já mergulhou no teu profundo para encontrar a tua essência, o teu real sentido, o teor que preenche o teu vazio! Deus.

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Pra. Elza Amorim